Category: Caso de Polícia

Terra de ninguém

Quem acompanha automobilismo com certeza já ficou sabendo do furto que ocorreu ontem (21/07) em Interlagos, durante uma rodada que envolveu o Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, a F-3 Sulamericana e o Campeonato Paulista de Velocidade no Asfalto. Os fotógrafos Rodrigo Ruiz, Rafael Gagliano, André Lemes e André Santos viram seus pertences (ou melhor, não viram, ninguém viu) serem roubados de dentro da sala de imprensa montada no Autódromo José Carlos Pace.

O prejuízo dos profissionais que registram os melhores momentos do esporte a motor gira em torno dos 35 mil reais. Rodrigo Ruiz, para quem não sabe um “dinossauro” do automobilismo virtual no Brasil, fez a lista dos seus itens que sumiram. Confira:

CANON – Modelo: 50d – Série: 0320104668
GOPRO – Modelo: hero motorsport – Série: yhdc5170
GOPRO – Modelo: hero motorsport 2
GoPro – Modelo Hero3 Black Edition – Serie: HD3BB011
2 visores câmeras GO Pro
Acessórios Go Pro (conectores, monopé, adesivos, ventosas, rool bar, suporte monopé)
Mochila LowePro Pro Roller X200
2 baterias Canon 50D
3 baterias Canon 7D
2 cartões Compact Flash Kingston 8GB
1 cartão Compact Flash Rdata 8GB
3 cartões SD Sandisk classe 10 16GB
Lente Canon 50mm – serial 08032595
Lente Sigma 10-20 – serial 1020778
Lente Canon 18-135 – serial 6002017581
Teleconverter Canon 2x II – serial 174133
Flash Canon 430EXII – serial 774515
4 jogos de pilha Sony
HD Externo Samsung 640GB (marrom)
ipad 3 32GB

Além de tentar mostrar o prejuízo, a lista acima ainda serve de alerta para quem encontrar esses itens sendo oferecidos por preços abaixo do mercado em sites de vendas. Eles podem ser os roubados em Interlagos.

Infelizmente, não é a primeira vez que isso ocorre em um autódromo. O fato já se tornou até corriqueiro na etapa brasileira da Fórmula Indy. No ano de estreia da prova no Anhembi, o também fotógrafo Miguel Costa Jr. Teve seu laptop levado de dentro da Sala de Imprensa, fato que se repetiu no ano seguinte com o roubo de uma mochila e dois laptops da equipe do site Tazio. Neste ano, a vítima foi a própria Band, promotora do evento, que viu um laptop de sua equipe técnica ser roubado dentro do pavilhão de exposições do Anhembi. Este ano, os capacetes de Diego Nunes, Rafael Mattos e Wellington Justino foram roubados nos boxes de Tarumã, durante a etapa da Stock Car no circuito gaúcho.

Em Interlagos, o assunto também não é novidade. Já vimos um cinegrafista da Master TV ser roubado durante seu trabalho por um marginal armado que escalou os muros do autódromo, cena registrada por um colega em outro ponto do circuito. Alguns anos atrás em uma etapa da Porsche Cup, um homem em atitude suspeita na Sala de Imprensa acabou na delegacia e liberado logo a seguir sem que nada fosse provado.

Ou seja, não foi um fato isolado. Na maioria dos casos citados acima (que foram os que eu lembrei!) um controle rigoroso no acesso a Sala de Imprensa e demais dependências dos circuitos resolveria o problema.

E faço parte do coro de colegas que pede que a Vicar, empresa promotora do Brasileiro de Marcas e Pilotos, da F-3 Sulamericana e responsável pela Sala de Imprensa neste fim de semana em Interlagos, arque com o prejuízo material dos profissionais furtados. É o mínimo que todos esperam, já que o prejuízo de anos de trabalho perdidos não há como recuperar.