Category: F-1

Toro Rosso no centro do mercado de pilotos e equipes da F1 para 2018

A atual temporada da Fórmula 1 chegou naquela fase em que as atenções se dividem pela disputa do título e o mercado de pilotos e equipes para o campeonato de 2018. Se no primeiro caso os protagonistas são Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, em relação as parcerias que se formarão para o próximo ano, a equipe Toro Rosso aparece como protagonista.

A ex-Minardi está no centro da discussões que envolvem o futuro da Honda dentro da Fórmula 1. Com a McLaren doida para se livrar da parceria com os japoneses resta saber qual seria a fornecedora de motor disposta a ceder suas unidades de potência para o time inglês. A única que se mostrou interessada na missão foi a Renault, mas que já avisou que não como atender uma quarta equipe dentro do campeonato (Ela fornece motores para a sua equipe, Red Bull e Toro Rosso) . Aí entra o segundo time da Red Bull que, numa manobra que envolve a própria Renault e a Liberty Media (dona da Fórmula 1 no momento), teria que aceitar os motores da Honda, deixando os propulsores franceses disponiveis para a McLaren. Isso acontecendo, é dada como certa a permanência do espanhol Fernando Alonso na equipe de Woking.

Para a Toro Rosso, a mudança abre uma dúvida em relação ao desempenho dos motores japoneses mas em contrapartida faz que com que o time mude seu status de equipe cliente, aquela que paga para ter os motores, para uma equipe oficial de fábrica, onde passa a existir uma parceria entre o time e o fabricante de motor.

Carlos Sainz pode deixar a Toro Rosso e ir para a Renault

Mas o time italo-austríaco também determina as cartas no mercado de pilotos. Com poucas mudanças nos times de ponta, está todo mundo de olho nos descontentamento do espanhol Carlos Sainz com o time e a vontade de buscar novos ares. Constantemente ligado a Renault, o espanhol é mais uma vez um nome forte a vaga que hoje é de Jolyon Palmer na escuderia francesa. O Outro piloto da Toro Rosso, o russo Daniil Kviat, não está confirmado para o próximo ano, o que deixaria o time com as duas vagas em aberto para o ano que vem.

Pierre Gasly pode ser a novidade na Toro Rosso em 2018

Como o time tem a tradição de apostar em novos talentos, surge como favorito a uma das vagas o francês Pierre Gasly, campeão da GP2 em 2016. Se a parceria com a Honda se confirmar, o japonês Nobuharu Matsushita deve aparecer como segundo piloto do time.

Ferrari
Sebastian Vettel (confirmado)
Kimi Raikkonen (confirmado)

Mercedes
Lewis Hamilton (confirmado)
Valtteri Bottas (confirmado)

Red Bull
Daniel Ricciardo (confirmado)
Max Verstappen (confirmado)

Renault
Nico Hulkenberg (confirmado)
indefinido

Williams
Lance Stroll (confirmado)
indefinido (Felipe Massa, Sérgio Perez)

Haas
Romain Grosjean (confirmado)
Kevin Magnussen (confirmado)

McLaren
Stoffel Vandoorne (confirmado)
indefinido (Fernando Alonso)

Toro Rosso
indefinido (Carlos Sainz)
indefinido (Daniil Kviat, Pierre Gasly, Nobuharu Matsuhita)

Force India
Esteban Ocon (confirmado)
indefinido (Sérgio Perez, Pascal Wehrlein)

Sauber
indefinido (Marcus Ericsson)
indefinido (Charles Leclerc, Pascoal Wehrlein)

E o polonês Robert Kubica? Depois dos testes com a equipe Renault na pista de Hungaroring após o GP da Hungria, os rumores sobre sua ida ao time francês esfriaram sem explicação. Jolyon Palmer, que podia perder a vaga de titular para Kubica, voltou das férias da F1 com um desempenho melhor do que vinham mostrado até então e parece ter garantido seu lugar até o final do campeonato. E acredito que as chances de Kubica arrumar um lugar na F1 estão restritas a esta temporada. Se ele não assumir o lugar de Palmer ainda em 2017 e mostrar que pode acompanhar o ritmo de Nico Hulkenberg, o simpático polonês não terá outra chance na categoria.

O HALO colocado em carros antigos da Fórmula 1

O campeonato 2017 da Fórmula 1 está pegando fogo com a disputa entra a Ferrari de Sebastian Vettel e a Mercedes de Lewis Hamilton, mas já existe uma polêmica para a temporada do ano que vem! É a introdução do dispositivo de segurança HALO de forma obrigatória nos carros da categoria a partir de 2018.

O HALO será usado na F1 a partir do ano que vem

Feio e atrapalha a visão, são as principais queixas dos torcedores e especialistas da F1. Mas trata-se de uma evolução na questão de segurança da cabeça dos pilotos, expostas como acontece em todo carro de Fórmula.

Mas e se o HALO fosse utilizado na F1 desde o seu passado? Para por mais lenha na fogueira, o designer Mario Muth fez uma interpetação de como teria sido esse passado fictício, instalado o dispositivo em carros históricos da categoria. Dêem uma olhada.

Uma flecha de prata clássica

 

A Lotus de Jim Clark

A Lotus 72D do primeiro título do Emerson Fittipaldi

A McLaren MP4/4 do primeiro título de Ayrton Senna

 

Fonte: WTF1

 

Wehrlein na Sauber e Bottas já fez banco na Mercedes.

Wehrlein
Wehrlein confirmado na Sauber. Foto: Manor

A F1 começou 2017 com duas notícias que mostram que que está quase tudo definido entre os pilotos que participarão da temporada que começará no dia 26 de março na Austrália. Uma delas é oficial. A Sauber anunciou a contratação do alemão Pascal Wehrlein para ser companheiro de equipe de Marcus Ericsson.

Assim, a briga na Mercedes pela vaga deixada por Nico Rosberg, que tinha Wehrlein e Valteri Bottas como favoritos, ficou totalmente a favor do finlandês. Empresariado por Toto Wolff, Botas é a opção mais óbvia para a escuderia. E existem rumores que ele já visitou a sede do time, tendo inclusive feito o molde para o banco do carro prateado de 2017. Ou seja, em pouco dias teremos a confirmação de sua chegada à Mercedes.

E essas duas notícias influenciaram a vida dos brasileiros. Com a saída de Bottas da Williams, Felipe Massa é dado como certo no time inglês. O brasileiro reconsideraria sua aposentadoria para a ajudar o time e o novo piloto Lance Stroll, de apenas 18 anos.

Já para Felipe Nasr, a situação complicou um pouco. Sem lugar na Sauber, resta ao brasileiro lutar por uma das duas vagas da equipe Manor, que ainda não definiu seus pilotos, ou uma improvável chance na Williams, caso a escuderia inglesa não consiga mover Massa da ideía da aposentadoria.

 

F1: Williams e Massa não tinham chances de vencer em Silverstone

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Felipe Massa a frente de Bottas no GP britânico. Foto: WilliamsF1

Hoje tivemos a realização do Grande Prêmio da Grã Bretanha de F1 e para a surpresa de todos, assistimos a uma grande corrida. Graças a boa largada de Felipe Massa, que se colocou a frente das duas Mercedes na largada, sendo seguido pelo seu companheiro Valteri Bottas.

Mas com o passar da prova, a Williams perdeu o “timing” das paradas de box e terminou a prova com Massa em 4º e Bottas em 5º. Gostinho amargo para quem sonhou em vencer a corrida, certo? E o time inglês passou a ser questionado por não inverter a ordem de seus pilotos  num instante do GP em que o finlandês era mais rápido que o brasileiro. E que Massa havia perdido a corrida pelos erros de estratégia. Muita calma nessa hora! Acredito que a Williams não tinha condições de vencer hoje em Silverstone. Uma hora ou outra a superioridade dos carros da Mercedes ia se fazer valer e superar a dupla assistida nos boxes por  Frank Williams.

Então vamos parar de “mimimi”  e aceitar o fato que a Williams lutava hoje no máximo por um lugar no pódio. Quem sabe daqui há dois Grandes Prêmios, em Spa-Francorchamps, possamos ter Felipe Massa lutando realmente por uma vitória graças a característica do carro do time inglês de se dar bem em pistas de alta velocidade….

Globo deixa de transmitir a F1 a partir de 2015

f1_start_hungarianA notícia que caiu como uma bomba no final da tarde desta terça-feira veio pelo site da revista Quatro Rodas. A rede Globo não vai mais transmitir as provas da F1 a partir do ano que vem, ficando a categoria restrita ao canal pago Sportv. (veja a notícia aqui)

Pois bem, os sinais de que isso aconteceria eram claros. Sem um piloto do país como protagonista, o ínteresse pela categoria caiu vertiginosamente. Pica-Pau e Chaves começaram a incomodar o canal na liderança na audiência, e a transmissão das provas começou a perder espaço e dar lugar para outros eventos, como a visita do Papa e o Campeonato Brasileiro de Futebol. E recentemente, o treino classificatório das etapas também passou a ser transmitido apenas em seus 15 minutos decisivos, dando mais espaço na grade da emissora para os desenhos da TV Globinho.

Mas o sinal mais claro da falta de interesse da Rede Globo com a F1 aconteceu no ano passado. Parceira da categoria no país, a Globo estreitou esse relacionamento a ponto de ser dona da International Promotions, ou Interpro, empresa que organiza o Grande Prêmio do Brasil de F1 além de defender os interesses da categoria no país.

A Interpro passou a atuar dentro do complexo da emissora na capital paulista, no bairro do Morumbi nos últimos anos. Mas no final do ano passado, a Interpro voltou ao comando do grupo liderado por Tamas Rohony, hungaro naturalizado brasileiro. Em junho deste ano a Interpro deixou o complexo da Globo e agora tem seu escritório em outro ponto da zona sul de São Paulo.

É uma pena ver o esporte que trouxe tantas alegrias perder tanto espaço em pouco tempo. Mas, como disse no post abaixo, são outros tempos agora. A TV aberta não reina mais sozinha nos lares. Hoje temos a TV paga e, principalmente, a internet oferecendo conteúdo tão bom ou melhor. Se a notícia se confirmar, não será o fim da F1 no Brasil. Haverá uma adequação no formato de transmissão, que pode ser até para melhor, como acontece no exterior e aqui mesmo no Brasil, onde a Sportv dedica várias horas a cobertura das etapas do MotoGP por exemplo. Vamos aguardar.

Atualização – A matéria no site da revista foi atualizada no final desta terça e o tom mudou um pouco. Agora, a Quatro Rodas diz que a Globo “pode” deixar de transmitir a F1, além de garantir que a emissora nega essa mudança. O que, cá pra nós, não quer dizer nada, pois ela só afirma que a F1 permanecerá na programação sem deixar claro o formato. Já aconteceu da prova ser exibida ao vivo no Sportv e em vt na Globo e esse pode ser o caminho no ano que vem.

Ah, se fosse na F-1!

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Marquez passa por Rossi no “Sacarrolha”. Foto: Motogp.com

A ultrapassagem de Marc Marquez sobre Valentino Rossi durante o Grande Prêmio dos Estados Unidos de Motogp, em Laguna Seca, foi uma das mais belas dos últimos anos e lembrou a manobra de Alessandro Zanardi em cima de Brian Herta na finada Champcar, Cart, Fórmula Mundial ou sei lá que nome ela tinha nessa época.

Além da bela manobra, o vídeo abaixo mostra o espirito de camaradagem que existe na categoria. Antes do pódio, Valentino Rossi foi abraçar Marquez e provavelmente falou da manobra que sofrera do jovem espanhol. Algo que nunca veremos na carrancuda F-1. Já imaginou o Fernando Alonso cumprimentando Sebastian Vettel por ter lhe dado um “passão” na pista. Acho que não, né?

F1: Como é o som do motor Renault V6 Turbo de 2014

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Motor Renault da F-1 para 2014.

A F1 terá um novo regulamento técnico para os motores a partir de 2014, que prevê a utilização de unidades motrizes com 1,6 litros, de até 6 cilindros e turboalimentadas. Apesar de ter uma proposta mais “verde”, o novo regulamento preocupou os fãs da categoria pelo som que os carros teriam após a mudança.

Para matar a curiosidade de todos, a Renault mostrou o ronco de seu motor (com o nome de ‘Energy F1-2014′ ) para o novo regulamento. O som é empolgante e até saudosista, já que lembra o barulho dos motores turbo que dominaram a F1 nos anos 80. Confira como “pulsa” o novo motor da Renault numa simulação de um pequeno trecho da pista de Singapura.

F1: Mercedes vai a julgamento por teste com a Pirelli

Confirmando as expectativas, a equipe Mercedes irá a julgamento no Tribunal Internacional da FIA devido ao teste que o time alemão realizou com a Pirelli em Barcelona, na semana seguinte ao Grande Prêmio da Espanha de F1. Como os testes na categoria estão banidos, a notícia que os carros prateados foram a pista a pedido da fornecedora de pneus provocou a ira de Red Bull e Ferrari, que entraram com um protesto junto aos comissários do Grande Prêmio de Mônaco.

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Hamilton e a Mercedes sob acusação. Foto: Mercedes GP

Para entender toda a crise dos pneus leia este post aqui.

Desde o começo da história a FIA não tinha gostado nada do fato da Mercedes ter usado o atual carro da equipe no teste. A Ferrari também chegou a fazer um treino pela Pirelli, mas usou o carro da temporada 2011 com o espanhol Pedro de la Rosa ao volante. Já no caso da equipe alemã, até os pilotos titulares, Nico Rosberg e Lewis Hamilton, foram os encarregados de conduzir o modelo W04.

E nesta quarta-feira, a FIA confirmou que a Ferrari não irá a julgamento por não ter infringido as regras ao usar um carro antigo. Já a Mercedes não as teria respeitado, o que levou a entidade a convocar seu Tribunal Internacional para julgar as ações da equipe das estrelas de três pontas. A expectativa é de que o julgamento comece em torno de 45 dias, já que nesse período, acusação e defesa devem apresentar seus argumentos.

É difícil acreditar que haverá uma punição muito dura a Mercedes devido ao seu envolvimento na categoria. Mas vamos aguardar o desenrolar dessa nova novela na F1.

F1: Cada um no seu lugar…

Você pode ser o melhor engenheiro da Fórmula 1 nos últimos vinte anos, ter projetado vários carros campeões em diferentes equipes, mas isso não quer dizer que a habilidade ao volante esta presente no seu DNA. Quem aprendeu essa dura lição foi nada menos que o mago Adrian Newey, projetista da Red Bull e autor de carros campeões não só na equipe dos energéticos austríacos como também na Williams e Mclaren.

No último final de semana, Newey participou da Lamborghini Super Trofeo em Silverstone. E pagou o maior mico ao destruir a frente de sua Lambo ainda na volta de apresentação, na tentativa de aquecer os pneus. Uma lambança digna de Roberto Guerrero!

E vamos lembrar de um dos momentos mais embaraçosos da Indy 500, quando o então pole position Roberto Guerrero bateu na volta de apresentação

F1: Entenda a crise causada pelo teste secreto da Pirelli e Mercedes

A notícia de que a Mercedes e a Pirelli realizaram um teste secreto durante três dias em Barcelona caiu como uma bomba na manhã de domingo (26 de maio) em Mônaco. Ferrari e Red Bull protestaram formalmente junto a FIA, que também se mostrou surpresa com o teste, colocando mais lenha na fogueira.

A Pirelli se defende, dizendo que em seu contrato como fornecedora de pneus ela pode convocar as equipes para testes em caso de urgência. E como os italianos estão para mudar os pneus já para a próxima etapa no Canadá, além de trabalhar nos compostos de 2014, temos de concordar que havia urgência.

Sem defender a Pirelli, mas a marca acabou entrando numa grande roubada ao voltar a Fórmula 1. Ela assumiu a posição de fornecedora de pneus da F1 num período onde os testes são cada vez mais escassos, foi obrigada a trabalhar com modelos ultrapassados (usou o carro da Toyota TF109 de 2009 e agora o Renault R30 usado em 2010) e ainda tendo que atender aos pedidos malucos de Bernie Ecclestone por pneus mais moles em troca de maior emoção pelo aumento de parada nos boxes (somente na cabeça do Harry Potter geriátrico – adoro esse apelido que deram ao velhinho).

Os motivos da Pirelli

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Hamilton e o pneu estourado no Bahrain

O pessoal da Pirelli teria sido pego de surpresa pelo comportamento dos pneus, muito em função do carro de teste utilizado por eles, o Renault R30 da temporada de 2010, ter se mostrado cerca de cinco segundos mais lento que os carros atuais em ritmo de corrida. Também ocorreram problemas de segurança, como os pneus de Lewis Hamilton no Bahrain e de Adrian Sutil em Barcelona, que se desmancharam durante os treinos livres. No caso do inglês da Mercedes, a falha no pneu danificou a suspensão traseira e o câmbio, que teve de ser trocado para a corrida, o que o fez perder cinco posições no grid de largada da prova barenita.

A fabricante de pneus teria entrado em contato com todas as equipes da categoria querendo saber quais delas estariam interessadas em participar dos testes de pneus. Algumas disseram que sim outras que não. Entre as que responderam que sim, além da Mercedes, estava a Ferrari, que também realizou um teste secreto em Barcelona com o carro de 2011 antes do Grande Prêmio da Espanha. O espanhol Pedro de la Rosa foi quem conduziu o carro nos 500 km de ensaios.

E assim que acabou a corrida espanhola, todos foram embora, menos a Mercedes, que ficou a pedido da Pirelli para um teste de 1000 km durante três dias (15 a 17 de maio). Apesar de não haver confirmação, parece que tanto Nico Rosberg como Lewis Hamilton pilotaram o modelo atual da Mercedes, o W04.

A Mercedes foi escolhida para o teste ainda em função do problema enfrentado por Hamilton no Bahrein e também por ser o carro que mais aquece os compostos italianos – este sim o principal problema dos alemães e não o consumo dos pneus propriamente dito. Os pneus montados nos carros Mercedes chegam a atingir picos de temperatura 20º C maiores que os outros carros.

A Pirelli garante que Ferrari e Mercedes não sabiam do teste da outra e que tudo foi mantido em sigilo para garantir que os treinos ocorressem com tranquilidade, já que qualquer questão levantada sobre o assunto geraria muita polêmica e poderia atrasar em meses a programação dos treinos. Mas afirma que os testes foram conduzidos por ela e não pela Mercedes; que testou vários tipos de pneus, sendo alguns para a atual temporada e outros para 2014 mas sem passar essa informação para a equipe da estrela de três pontas.

A Mercedes tirou vantagem dos teste?

A questão levantada por todos é esta. E na minha opinião não há como a Mercedes não levar vantagem. Por mais que os alemães não tenham acesso as informações dos pneus testados, eles percorreram nesse teste quase três corridas. É muita quilometragem rodada com muita informação gerada. Coincidência ou não, a equipe passou de zebra na classificação do Bahrain e Espanha para ter um carro dominante em todo o fim de semana em Mônaco. A Mercedes ainda teria encontrado o ritmo perfeito para poupar os pneus, o que permitiu a Rosberg andar rápido perto do final de seu primeiro “stint”, enquanto a Red Bull na mesma “tocada” foi aos pits com os compostos em frangalhos.

Punições a vista?

A FIA também parece não ter gostado desse teste secreto da Mercedes e Pirelli. Em um comunicado, a entidade diz que existe uma clausula em seu contrato com a Pirelli que permite que os italianos façam testes com os carros atuais da categoria desde que a oportunidade tenha sido dada a todas as equipes. No comunicado, a FIA diz que não recebeu nenhuma informação sobre a realização do teste entre Pirelli e Mercedes e tampouco se a mesma chance havia sido dada aos demais times. Como houve uma reclamação formal de Ferrari e Red Bull junto aos comissários presentes em Mônaco, essa reclamação faz parte dos acontecimentos do fim de semana no Principado e será analisado pelo Tribunal da entidade.

Então Pirelli e Mercedes podem ser punidas? Sim. E tem muita gente que acredita que isso vai acontecer. Pelo envolvimento tanto da Pirelli como da Mercedes na F1, acho que se ocorrer uma punição ela será branda, uma multa que ninguém nunca vê ser paga e pronto. Uma punição maior pode levar a Pirelli a deixar o fornecimento de pneus da categoria, e a chegada de um novo fornecedor junto com um novo regulamento (ano que vem teremos os novos motores turbo, lembram?) pode ser desastroso, apesar da sul-coreana Hankook se mostrar pronta para assumir a posição. No caso da Mercedes, ninguém vai querer comprar briga com uma das equipes mais fortes da categoria e que ainda fornecerá motor para outras três equipes em 2014 (McLaren, Force India e dizem que a Williams está perto de acordo).

Agora é observar o desempenho dos carros de Lewis Hamilton e Nico Rosberg nas próximas etapas.