Category: F-Indy

Brasil sem pilotos na F-Indy em 2018?

Pois é pessoal, a coisa está feia para nós brasileiros, acostumados a ter pilotos do nosso país disputando o título nas principais categorias do automobilismo mundial. Depois de quase ficarmos sem representantes na F-1, agora isso pode acontecer também na Fórmula Indy!

Os brasileiros Hélio Castroneves e Tony Kanaan podem não estar presentes na temporada 2018 da Fórmula Indy. Sim, os dois veteranos, grandes nomes da comeptição norte-americana, podem ficar de fora da competição, fazendo apenas aparições especiais, como na 500 Milhas de Indianapolis.

Castroneves comemora sua vitória na prova de Iowa.

Hélio Castroneves tem seu nome ligado ao programa de Endurance da equipe Penske, em conjunto com a Honda. Helinho, ao lado do colombiano Juan Pablo Montoya capitanearam a esquadra de Roger Penske com o chassi Oreca e motores japoneses sobre a marca Acura (divisão de luxo da Honda nos Estados Unidos) que disputará o IMSA WeatherTech SportsCar Championship em 2018. A confirmação da saída de Helinho depende dos patrocinadores da Penske na Indy, que não gostaram nada desses rumores envolvendo o brasileiro três vezes vencedor em Indianapolis.

Kanaan em sua única vitória na Ganassi, em Fontana´2014

Já Tony Kanaan tem sua vaga ameaçada na equipe Chip Ganassi. Atuando pela equipe, uma das principais da Indy, desde 2014, Tony venceu uma vez apenas (Fontana /2014) e teve como melhor classificação no campeonato o 7º lugar (2014 e 2016). Já seu companheiro de equipe, o neozelandês Scott Dixon, obteve 8 vitórias e conquistou dois campeonatos dos cinco que possui neste período em que dividiu o time com Kanaan.

A ameaça a vaga de Tony é o sueco Felix Rosenqvist, de 25 anos. Piloto da Mercedes no DTM, Rosenqvist foi um dos surpreendidos pelo anúncio da saída da montadora alemã da competição para o ano que vem. Ele participou dos testes de novatos da Indy em Mid-Ohio pela Chip Ganassi em Mid-Ohio, na semana passada e foi muito elogiado pelo time, que chegou a falar que ele estava pronto para a categoria e que o trabalho desenvolvido por ele ajudaria muito Scott Dixon na prova desta semana na mesma pista.

Ronseqvist ao lado de Mike Hull, diretor técnico da Ganassi.

A bagagem de Felix também impressiona. De Fórmula 3 venceu duas vezes a tradicional prova de Macau e também duas vezes o Masters da categoria, além de se sagrar campeão Europeu em 2015. Nem mesmo os circuitos ovais serão uma novidade para ele, já que disputou 10 provas da Indy Lights em 2016, com três vitórias em circuitos mistos. Basta ao sueco conciliar sua partipação na Fórmula E (os carros elétricos, onde ele corre pela equipe Mahindra) com uma possível mudança para a Indy.

Leist na vitória em Indianapolis.

A boa notícia para nós é que a ausência de pilotos brasileiros pode ser curta. O gaúcho Matheus Leist vem fazendo bonito na categoria de acesso, a Indy Light. Até o momento foram três vitórias, uma delas na preliminar das 500 Milhas de Indianapolis, no traçado oval do lendário circuito, e a segunda colocação momentânea na tabela de pontos. A mudança para a Indy pode até ocorrer no ano que vem, mas é tida como certa para 2019.

Sem ninguém na Indy e na F-1
Graças a aposentadoria de Nico Rosberg, que movimentou as cadeiras e possibilitou que Felipe Massa desistisse da aposentadoria para seguir na Williams em 2017, seguimos com um futuro sombrio na F-1 para o próximo ano. Apesar de Massa falar que estaria disposto a permanecer em atividade por mais um ano, existem rumores que o time inglês estaria em conversas com o mexicano Sérgio Perez para 2018. Nada contente na Force India pela concorrência interna do francês Esteban Ocon, “Checo” quer buscar novos ares. Até mesmo Jenson Button, que tem dito que gostaria de se aposentar oficialmente da F-1 pela Williams, equipe por onde estreou no ano 2000, pode ser uma ameaça a vaga do brasileiro.

E ao contrário dos Estados Unidos, não temos nenhum representante prestes a desembarcar na categoria. O único representante brasileiro na GP2, o mineiro Sérgio Sette Câmara, vem fazendo uma temporada de estréia discreta até o momento e não tem seu nome cogitado por nenhuma equipe da Fórmula 1.

O que será que o futuro reserva para nós brasileiros?

Mexendo nas velharias

Quem me conhece sabe que sou viciado em internet. As possibilidades oferecidas pela rede mundial de computadores (lembrou do Jornal Nacional, né?) são infinitas e para quem gosta de produzir conteúdo, ela é um prato cheio. Acho que já experimentei de tudo um pouco, só não tive nenhuma experiência com podcast. Site, revista digital e vídeos já estiveram na pauta do dia.

E fuçando na internet achei minha primeira tentativa de fazer algo em vídeo, o Acelera TV, um braço da revista Acelera que eu tinha. Acabou sendo o projeto de um episódio só, no qual mostrei os bastidores da F-Indy no Brasil em 2011. Na época apanhei muito para editar o vídeo, e esse fator somado ao resultado meio tosco para o meu gosto, acabaram me desmotivando um pouco. Vamos dar umas risadas? Aperta o play!

SP Indy 300 ameaçada

A informação que surgiu nesta terça-feira na coluna do jornalista Flavio Ricco, no UOL (veja aqui), é de que a etapa brasileira da Fórmula Indy, a SP Indy 300, estaria com sua sequência ameaçada no calendário da categoria. Isso graças a redução de custos e investimentos que a Band, promotora da corrida no Anhembi, está fazendo. Esse corte de gastos já teria causado demissões na BandSports e na BandNews, além de diminuir a cobertura para a Festa do Peão de Barretos.

Indy_Anhembi
F-Indy no Anhembi. Foto: IZOD Indycar Series

Lógico que é de se lamentar se perdermos a prova da Fórmula Indy em terras brasileiras, mas convenhamos, não é de se estranhar. Apesar de ser um dos principais produtos da Rede Bandeirantes, a categoria não recebe o tratamento que merece pelo conglomerado. O início de campeonato até que conta com um bom destaque, com repórter presente na prova de abertura em St. Pettersburg e em Indianápolis, junto com a grande cobertura para a corrida no Anhembi. Mas passou disso, a categoria perde espaço na emissora e só tem alguma etapa transmitida ao vivo se não coincidir com futebol ou nenhum outro evento. Esse tratamento complica a vida de pilotos brasileiros na busca de patrocinadores. Como que Bia Figueiredo e Tony Kanaan conseguirão patrocinadores se não podem garantir aos mesmos quantas provas serão transmitidas no ano? Esse já foi um dos fatores que inviabilizaram a permanência de Rubens Barrichello na categoria por mais um ano. E estou falando de nomes conhecidos, imagina então a vida de um novo piloto que sonha em desembarcar nos monopostos norte-americanos?

Seria uma pena pelo evento, pois a SP Indy 300 trouxe um público novo para a arquibancada. Com preços de ingressos muito mais justos que os praticados pela Fórmula 1, permitiu que muita gente que nunca assistiu a uma corrida deste porte pudesse acompanhar de perto as disputas e ultrapassagens pelo sambódromo da capital paulista. Vamos aguardar os desdobramentos.

F-Indy: Conor Daly é o primeiro a experimentar o muro de Indianápolis em 2013

Nesta quinta-feira ocorreu o primeiro acidente da 97ª edição das 500 Milhas de Indianápolis. A vítima foi o norte-americano Conor Daly, que disputa a GP3 e aceitou o convite para disputar a prova no segundo carro da equipe Foyt.

Daly_crashNa saída da curva 1 do mítico circuito, Daly foi de encontro ao muro de proteção e destruiu a lateral direita de seu Dallara DW12. Com a batida, o carro do novato chegou a ficar num ângulo de 90º em relação ao solo, mas sem capotar. Encaminhado para o centro médico da pista, o filho do ex piloto de F1 e da F-Indy, o irlandês Derek Daly, foi liberado logo em seguida sem nenhum ferimento.

No sábado será definida a pole position e as primeiras posições da 500 Milhas de Indianápolis. Confira como foi a batida de Daly:

F-Indy: O teste de Kurt Busch em Indianápolis

Kurt Busch Indinapolis
Kurt Busch acelera o carro da Indy em Indianapolis. Foto: Indycar.com

Para a surpresa de todos, o norte-americano Kurt Busch fez um teste pela equipe Andretti de Fórmula Indy no lendário circuito de Indianápolis. Com o carro do atual campeão Ryan Hunter-Reay, Busch completou as três fases do programa de orientação aos novatos no circuito e conseguiu a licença necessária para poder participar dos treinos e até da corrida mais importante da categoria, a “500 Milhas de Indianapolis”. Busch atingiu a velocidade de 218,210 milhas por hora (351,089km/h) de média na melhor de suas 83 voltas percorridas.

MIchael Andretti e Kurt Busch posam parafotos após teste em Indianapolis. Foto: Indycar.com
MIchael Andretti e Kurt Busch posam parafotos após teste em Indianapolis. Foto: Indycar.com

Mas não espere que o campeão em 2004 da principal divisão da Nascar esteja no grid da edição 97 da corrida. No mesmo dia 26 de maio está marcado a prova mais longa do calendário da Nascar, a “Coca Cola 600”, em Charlotte. E apesar dos horários até permitirem a participação nas duas competições, Kurt não se acha pronto fisicamente para o desafio, mas faz um aviso: “Este não é um projeto para daqui um mês, e sim para daqui 13 meses”, disse o piloto, deixando a porta aberta para tentar uma jornada dupla no último final de semana de maio de 2014. Três pilotos participaram das duas corridas no mesmo dia: John Andretti, Robby Gordon e Tony Stewart, mas somente este último completou as duas provas.

Além de aproveitar a oportunidade de aclerar o carro de uma outra categoria, o que esse teste de Busch pode significar:

  • Sem espaço em uma equipe de ponta na Nascar, Kurt Busch pode tentar uma difícil e arriscada mudança de categoria, já que a Indy ainda carece da presença de um piloto norte-americano forte. Mas acho dificil essa mudança. Se está complicado para A.J. Allmendinger se readaptar aos monopostos, imagina para Busch que teve toda sua carreira direcionada aos pesados carros de stock car.
  • A aproximação de Michael Andretti com a Nascar. Muito se cogitou na temporada passada que a Andretti Autosport estaria pronta para iniciar suas operações na stock car norte-americana. Kurt Busch seria um bom nome para liderar o time numa categoria desconhecida, pois tem experiência e capacidade para isso, apesar do temperamento agressivo do piloto e o histórico recente de confusões nas equipes por onde passou.

Veja um vídeo do teste de Kurt Busch em Indianapolis, postado no Pezzolo.tv